escrever um soneto no celular no trânsito sobre a ponte é um jeito de…

nunca antes tanto espaço em branco nunca
tanto por dizer ainda todo
sonho ascende cada espanto dentro
dessa gota de rotina sobre

uma xícara vazia um fundo
concentrado de alegria vê
a mínima melancolia acúmulo
de nuvens do passado

enquanto toda casca que recobre e lacra
seu castelo de respostas dado
o mel à língua que se gosta não

há tempo nem o que havia não
há espera nem espessa chuva pronta
para se caber na luva.

Ponte Minhocão, 13 de outubro de 2011

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