numérica

o medo de levar a fotografia a sério é, na verdade, o medo de ser capturada por ela, de ficar presa nela, de ter toda sorte de tempo roubada por ela… e de nela enquadrar o mundo dissipado, eneblinado… e de por ela ser prevista como em outros preto & brancos [Woodmann, Arbus, Mendieta… who else?], e de ser transformada em sais de prata hipersensíveis à luz que, quando superexpostos, perdem o grão para uma sombra amorfa; o medo é o de aceitar, com rigor e resignação, o destino de quem sente o peso do mundo em 35 mm.

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