da dissolução de um pacto

“carta a Alice

ser um centro sem contorno à periferia de seus olhos me deu tantas alegrias quanto tristezas inscritas no corpo. dicotomia própria de nossas ambivalências, embora tudo o que tenha sobrado, tudo o que tenha sobrado de nós dois sejam fraturas e letras destiladas em segredo. hoje nenhuma lembrança será bálsamo nem a cumplicidade será renovada na sombra acústica dos órgãos. puxamos as pontas do laço para inaugurar novas casas e, voilà, o que parecia irreversível reverteu-se. assim como a sombra de qualquer pacto, que se dilui. agora só tenho luvas para os dias de faxina, pois a vida como um pronome demonstrativo foi neutra como os melhores produtos de limpeza.

um beijo,

[il y a{vait] ceci”

[IN: A verdade antes da morte – reflexões sobre a vida na terra. José Aquiles Pinto, Edições Ousadas, 2006. pág 69]

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